sexta-feira, 22 de junho de 2007

Amor-ódio

“Amor-ódio” é o mais comum dos sentimentos nas relações humanas.
Não consegue o ser humano viver na plenitude do Amor, sem nunca sentir ou ter sentido alguma pontinha de ódio. É violento usar esta palavra porque é em si agressiva e tem uma conotação muito negativa.

No entanto é um facto, que se pode, ou não, dourar, dizendo talvez que não simpatizamos, que não gostamos muito ou que não nos é agradável.

Há mesmo momentos, que por muito que nos custe admitir, odiamos mesmo, se no exercício da nossa auto descoberta quisermos ser sinceros, pelo menos com nós próprios, assim como em certos e determinados momentos Amamos, também noutros odiamos.

A intensidade desse “Amor-ódio”, pode variar de ser para ser. É contudo dos sentimentos mais humanos à face deste mundo materializado. Também num exercício da procura ou alcance daquela que aos humanos é inalcançável, a perfeição, poderemos sempre tentar aniquilar a parte do ódio e tentarmos apenas Amar.

Mas o Amor destituído de ódio só a Deus é permitido. Não faria sentido existirmos perfeitos na essência pois nenhum exemplo se nos afigurava seguirmos, nem tão pouco faria sentido exercitarmos a nossa mente na procura do bem, se o mal não nos fosse também inerente.

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